Reportagem “Tribo Sikuane”- (Ano II - 1º P. 2019-2020)

No dia 6 de novembro, no âmbito do domínio “Interculturalidades”, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e em colaboração com a disciplina de Português, realizámos um trabalho de investigação e entrevistámos o professor José Paulo, que nos falou sobre a sua experiência com a tribo SiKuane.

Assim, descobrimos que, em junho de 1995, com 23 anos, acompanhado pelo seu amigo, mexicano, Joel, José Paulo atravessou o oceano Atlântico, chegando à Colômbia, mais especificamente a Villavicência. A finalidade desta viagem era, durante um mês, viver com a comunidade da tribo SiKuane e dar-lhe a conhecer o batismo e a fé cristã.

Ao chegar à tribo José Paulo e o seu amigo observaram que as casas, chamadas de malocas, eram construídas com madeira, palha e folhas de palmeira. Lá dentro estavam as hamacas que eram redes onde as pessoas dormiam. Cada família vivia na sua maloca.

Os Sikuane são recolectores e caçadores. Os homens dedicam-se à caça, enquanto as mulheres e as crianças recolhem o que a natureza lhes dá, por exemplo: manga, mandioca, ananás selvagem, piripíri, entre outros frutos. Curiosamente, são as crianças que sobem às árvores para apanhar os frutos.

A caça é realizada com arco e flecha, que apresenta na extremidade veneno de rã, acabando os animais por sucumbir à toxina.

A base da sua alimentação é a “Yuca”, a mandioca. A mandioca selvagem é venenosa, assim, esta tem que ser preparada da seguinte maneira: lavada, raspada e deixada a fermentar durante três dias. Depois é espremida, com o roba índios, pilada e peneirada. Esta massa é depois espalhada num grande prato e tostada dando origem ao casabe.

Os Sikuane são politeístas, pois acreditam em várias divindades que vivem na água.

Como a água é fonte da vida, assim como as mulheres, eram estas que transportavam a água até à aldeia.

Os defuntos eram enterrados perto de um curso de água.

O seu líder espiritual era o Chamán e era ele que possuía os conhecimentos da medicina tradicional. Nos rituais religiosos, era inspirado “jopo” (casca de caracol triturada misturada com ervas) que provocava alucinações, que eram consideradas previsões do futuro.

Quando alguém não cumpria as regras estipuladas pela comunidade, tinha penalizações, em que a pior de todas era a ostracização, ou seja, eram expulsos da comunidade e nenhuma outra os podia acolher.

As crianças frequentavam a escola. Os professores vinham das cidades e muitos não eram licenciados.

Um muito obrigado, do 8ºA, ao professor José Paulo, pela sua simpatia e disponibilidade em partilhar connosco esta sua experiência de vida.

A turma 8ºA

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