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Loureiro

LOUREIRO

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"Neste ano em que Portugal comemora 850 anos da sua independência de jure, encerram-se mil anos do mais antigo documento conservado, pois que outros indubitavelmente existiram"

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“...IN VILLA LAURARIO QUI EST INTER VILA TANUZ ET MANZANARIA

SUPTUS KASTRO REKAREDI TERITORIO PORTUGALENSE..."

"Nodum die uel tempore sub die quod erit XV kalendas iuni. Era XXXIa post Milesima..."

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(... 15 das calendas de junho da era de César de 1031, correspondente a 18 de maio de 993 na nossa era.)

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É mais que milenário o nosso passado, sendo o documento de há mil anos exatos, apenas o mais antigo que se conservou, pois que outros, indubitavelmente, existiram.

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Junta de Freguesia de Loureiro, 18 de maio de 1993

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Loureiro é uma das dezanove freguesias que compõem o Concelho de Oliveira de Azeméis, situada a 7 quilómetros a sul da cidade e distando 40 quilómetros de Aveiro e do Porto.

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Situando-se numa extensa planície com 2.100 hectares de área, aqui se desenvolvem, harmoniosamente, modernas explorações agrícolas, um comércio dinâmico e modernas indústrias dos mais diversos ramos.

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As suas principais vias de acesso são a EN 224, que atravessa a freguesia de Norte a Sul, e a Auto Estrada Porto-Lisboa, cujo nó de acesso se situa no extremo sul, a 3 quilómetros do centro da freguesia. A nível de rede viária, a freguesia está servida por uma extensa rede viária que abrange toda a sua área geográfica.

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Em livro editado no âmbito das comemorações do milénio de Loureiro, da autoria do historiador Dr. A. de Almeida Fernandes, que se junta neste processo, refere-se:

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"Hoje, Loureiro é o nome da área ou extensão de toda a freguesia, tendo-se dado aqui aquilo que por toda a parte sucedeu: ereta uma igreja num local , ficava ela a designar-se pelo nome do santo titular, neste caso, São João (o Baptista) , e pelo do local (neste caso, Loureiro, nome que, na origem, era adjetivo: terreno "loureiro ou locus laurarius", onde abundava o louro), dai "SÃO JOÃO DE LOUREIRO". Criada a paróquia, que foi uma das mais antigas da Terra de Santa Maria, aquela designação estendeu-se por toda a sua extensão, e assim LOUREIRO deixou de ser apenas nome de um local restrito.

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São inúmeras as referências históricas que se conhecem, sendo a mais antiga datada de 18 de Maio de 993 ( 15 de Junho de 1031 da era de César) e trata-se de uma escritura de venda celebrada no cartório do mosteiro de Moreira, entre Douro e Ave litoral (hoje, Moreira da Maia) , de que se junta fotocópia no original;

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Este documento de há mil anos prova o que, sem ele, mal se suporia: quanto ele é antigo, e mais, que já designava uma extensão demo-agrária, agrícola e populacional ou, digamos, uma "villa" (não municipal, claro), a "VILLA LAURARIO" .

É, pois, mais que milenar a história de Loureiro, sendo este documento de há mil anos exatos, apenas o mais antigo que se conservou, pois que outros, indubitavelmente, existem.

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A Igreja atual, cuja construção data de 1925, substitui a anterior, de 1673, cuja capela mor visigótica era, segundo a tradição, a antiga "Capela" de São João (ou uma “basílica" visigótica, como refere o texto do Dr. Almeida Fernandes).

Terá sido aqui que "pousou" o rei D. Afonso III quando fez Afonso Ribeiro clérigo dessa Igreja.

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De Loureiro, foi natural D. Frei Caetano Brandão, que nasceu no lugar da Igreja, em 11 de Setembro de 1740, em casa ainda hoje conservada, para a qual se projeta o futuro museu de Loureiro.

Filho do sargento mor de ordenanças, Tomé Pacheco da Cunha, e sua mulher, D. Maria Josefa da Cruz, este ilustre Franciscano, catedrático em teologia, foi Bispo do Pará, de 1782 a 1789, e, depois, Arcebispo de Braga, onde faleceu a 15 de dezembro de 1805, tendo deixado vasta obra de beneficência e desenvolvimento em ambas as cidades.

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Falar de D. Frei Caetano Brandão é homenagear, ao mais alto nível, o espírito loureirense que, não se podendo confinar aos estreitos limites do seu berço geográfico, foi semeando luz e riqueza pelos quatro cantos do universo.

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A freguesia presta homenagem a este insigne loureirense em busto erigido no adro da Igreja Matriz.

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Em Loureiro, nasceu, a 7/10/1889, o Dr. Albino dos Reis, político que exerceu elevados cargos na vida pública; foi presidente de Câmara Municipal, Governador Civil, Ministro do Interior, Deputado, presidente do Supremo Tribunal Administrativo, presidente da Assembleia Nacional e Membro Vitalício do Conselho de Estado.

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Foi homenageado ainda em vida, em busto erigido no centro da Praça de N. Srª. de Alumieira.

Também desta freguesia foi natural o Cónego Leite Rainho. Nascido a 30/11/1921, veio a falecer precocemente em acidente de viação a 2/12/1961. Orador e conferencista notável, deixou à posteridade duas obras publicadas de reconhecido valor, para além de inúmeros artigos publicados.

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Leite Rainho foi a individualidade portuguesa que mais tempo e atenção prestou ao estudo das modernas filosofias do concreto e, por proximidade, do existencialismo.

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Este insigne loureirense, ordenado sacerdote em 1944, licenciou-se em filosofia pela Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, com a classificação "cum laude probatus"; jubilado pela Faculdade de Filosofia de Universidade Católica de Toulouse, com a honrosa e distinta classificação de "magna cum laudo".

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Das primitivas atividades agrícola e molineira, já referidas no documento milenar, a freguesia há muito que evoluiu, sabendo manter as suas tradições, e, ao mesmo tempo, acompanhar o progresso.

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Disso são exemplo o moderno centro cívico da freguesia, a Praça de N.  Sra. de Alumieira, onde se homenageiam os muitos emigrantes desta terra, em busto erigido em 1967; o mesmo se pode dizer do facto de existir iluminação publica extensiva a toda a rede viária da freguesia, já de há anos, e muito antes ainda de tal verificar em muitas vilas.

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Também aqui se realiza, anualmente desde tempos remotos, a “feira dos perdões", embrião do atual mercado semanal, ainda hoje local de transações.

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Aqui se desenvolvem inúmeras indústrias, de que destacamos, pela sua importância a nível nacional, a indústria de maquinaria agrícola e as indústrias agro-alimentares (transformação de arroz e peixe congelado), que se colocam como das maiores nos respectivos sectores; existem também outras, nomeadamente de moldes para plásticos, inox, plásticos, serração de madeiras, mobiliário, padarias, transportes de mercadorias, serralharias e carpintarias.

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A nível comercial, existem estabelecimentos de stands e oficinas de automóveis e máquinas agrícolas, cafés, pastelarias, talhos, drogarias, mobiliário, supermercados, livrarias, etc.

 

documento gentilmente cedido

pelo Dr. Isidro Figueiredo 

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