Do eco ao gesto: a nossa banca solidária no Dia do Agrupamento
- Entre Folhas

- há 8 horas
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O Dia do Agrupamento é, por si só, um momento de festa e partilha. Mas, este ano, a celebração ganhou uma cor diferente: a cor da responsabilidade social e da cidadania ativa. No passado dia 27 de maio, a comunidade educativa provou que a escola não serve apenas para refletir entre quatro paredes, mas sim para agir e transformar o mundo lá fora.
Tudo começou com a partilha de ideias: era hora de passar das palavras à ação prática. Sob o lema de que "Educar é Sustentar", a iniciativa da Banca Solidária enriqueceu o recinto de livros e de esperança. Esta atividade foi desenvolvida não só no âmbito do já conhecido projeto Escola Solidária, mas esteve também fortemente associada à participação da escola no Programa Zinkers da Repsol, uma plataforma educativa que desafia os jovens a tornarem-se protagonistas da sustentabilidade e da transição ecológica.
O grande motor desta iniciativa foi a aplicação prática dos princípios da economia circular, um dos pilares defendidos tanto no projeto solidário como no programa Zinkers. Mas o que significa isto no dia a dia da nossa escola? Significa perceber que a sustentabilidade ambiental e social caminham de mãos dadas; passa por gerir os nossos recursos culturais com o dever de solidariedade.
Muitos de nós temos as estantes cheias de manuais, bandas desenhadas, romances juvenis e contos que já cumpriram a sua missão. Em vez de os deixar esquecidos a ganhar pó, alguns alunos e professores, agindo como verdadeiros agentes de mudança, decidiram dar-lhes uma nova vida, reintroduzindo-os no ciclo. Afinal, como bem lembra o manifesto apresentado no programa Zinkers: "Um livro esquecido é um recurso perdido. Um livro entregue é uma oportunidade criada."
Enquanto nós usufruímos de um acesso facilitado à cultura e à literatura, sabemos que muitas crianças e jovens no mundo enfrentam barreiras severas no acesso à literacia básica. Foi com o foco em Timor-Leste que a recolha de livros infantojuvenis se realizou.
Graças à generosidade de alunos e professores das escolas do nosso Agrupamento, a iniciativa brilhou, conseguindo-se reunir 30 remessas de livros, que agora estão prontas para cruzar os oceanos.
Ao enviar estas caixas cheias de histórias para a biblioteca escolar da escola CAFE de Ataúro, em Timor-Leste, onde elas são mais escassas, o nosso Agrupamento dará um contributo real para reduzir as desigualdades globais e promover a leitura como uma ferramenta de emancipação. Esta é a prova viva de que, cruzando a vertente ecológica do programa Zinkers com o humanismo da Escola Solidária, é possível agir localmente com um impacto global.
O sucesso desta recolha na Banca da Escola Solidária pertence a todos. Cada página doada tornou-se, assim, uma semente de futuro para crianças e jovens timorenses.
Parabéns a todos os envolvidos por elevarem o nome do nosso Agrupamento nestes projetos de referência. Ficou a inspiração: o desperdício cultural e ambiental não tem lugar na nossa escola!











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